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The Watcher Of Dreams

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07
Fev18

A saga da psoríase

C.

Quando o médico me diagnosticou (credo, falo disto como se tivesse a morrer, haja paciência), pesquisei na internet. 

Sabia que a psoríase é uma doença de pele, que tem um aspecto horrível e que é crónica. Em quase todo o lado diz que isto pode chegar a impedir as pessoas de irem trabalhar. Quando li isso, pensei ah, deve ser pelo aspecto com que ficam.

Errado, meus amores, não é pelo aspecto.

Ontem, como devem ter sentido, estava um frio horrível. Tomei banho de manhã, meti os cinquenta mil cremes, vesti-me e trabalho. 

O ar condicionado do trabalho não estava muito alto e passei o dia com frio. Algures durante a manhã, apercebi-me de que com movimentos minúsculos, me doíam as pernas. Quando andava, doíam-me as pernas. Às vezes, quando estava quieta, doíam-me as pernas.

O que é que aconteceu? Estava tanto frio que a pele ficou para lá de seca, mesmo com os cinquenta mil cremes. Vocês não estão a imaginar o aspecto das minhas pernas quando me despi em casa. 

Hoje, apesar de mais frio, já não sofri o mesmo (só comichões muito chatas). O escritório estava mais quente e levei umas calças fluídas que, ao mexerem, não me aleijam.

Pronto, é isto a minha vida agora. Mete creme, mete mais creme, mete ainda mais creme. Usar calças leves (só tenho dois pares, acho que os vou intercalar o resto da semana). Cortar as unhas rentes para não fazer sangue. Quando tenho comichões pensar em unicórnios. Esperar até dia 21.

Sim! Dia 21 tenho consulta de fototerapia. A espera de 4 horas nas urgências, na sexta passada, serviu de alguma coisa. O tratamento já não está muito longe, felizmente. Se não, acho que dava em maluca.

Se bem que a prescrição daquilo dizia fotoquimioterapia e assustou-me um bocado. Logo se vê.

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