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The Watcher Of Dreams

The Watcher Of Dreams

18
Jan18

A genética

C.

Fiz ontem a avaliação física no ginásio, que consistiu numa conversa. Para além de descobrir que engordei, ouvi o que estou farta de ouvir: correr faz-me mal. Faz mal por causa do desnível de 7 mm que tenho na anca. Como a corrida é um desporto de alto impacto, só me vai fazer piorar e, daqui a uns anos, vou ter grandes problemas. 

A questão é que com corrida ou sem corrida, vou ter grandes problemas. Pedi ao rapaz para juntar ao treino alguns exercícios correctivos, enquanto treino para os 10 km. Quando era pequenina, andei no ginásio dois anos e o desnível diminuiu. Como parei de corrigir, voltou a aumentar.

Saí do ginásio chateada porque pareço ter tudo.

Pareço um dálmata, mas em vez de manchas pretas, as minhas são vermelhas. Vou dizer que tenho todo o corpo, à excepção do pescoço, cara e mãos, coberto com as manchas da psoríase. Uma doença crónica. Além disso, tenho a eczema atópica que, este ano, só se está a manifestar na testa - felizmente uso franja e esconde. Mas outra doença crónica. O desnível da anca não tem cura. Há coisas que podem ajudar, mas não tem cura. E o caminho de evolução são escoleoses. 

Saio à parte feminina da família da minha mãe, por isso sei o que me espera. Joelhos que não funcionam, pés que não funcionam, dores constantes. Não é uma questão de "se me acontecer", é uma questão de "quando acontecer", porque vai. Por isso estou frustrada. Frustrada com a genética. A primeira coisa que o dermatologista perguntou quando viu a minha pele foi se tinha alguém na família com psoríase. Adivinhem? Tenho. Tal como tenho um avô com cancro nos ossos e todas as mulheres da família têm problemas de ossos. Frustrada e chateada. Não só com isto, mas principalmente com isto.

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